O texto traduzido por André Leclerc, professor do departamento de Filosofia da Universidade de Brasília, e revisado por Gesuína de Fátima Elias Leclerc é do historiador de medicina Denis Goulet Ph. D, da Faculdade de Medicina da Universidade de Montreal, Canadá.

O autor nos conta um pouco sobre algumas pandemias, entre elas a Grande Peste e cita também a criação da primeira vacina da história. Confira:

"Nestes dias de pandemia, é útil relembrar como eventos, longínquos ou recentes, mas de natureza semelhante, marcaram o imaginário ocidental. A este respeito, a Grande Peste que dizimou um terço da população europeia entre 1347 e 1349, deixando uma marca profunda e duradora que se manifestou na iconografia, na literatura e em algumas expressões populares. De todo modo, as epidemias de peste reapareceram de maneira cíclica, em vários lugares do mundo, até o século XX. Quem não conhece expressões como “fugir como a peste” ou “cheiro pestilento” ou ainda “miasmas pestilenciais”. De resto, até o século XIX, a maioria das doenças epidêmicas é indistintamente denominadas “doenças pestilenciais”. Da mesma maneira, uma outra doença, também de grande letalidade, a cólera, assolou vários países no século XIX, e oportunizou a expressão francesa “avoir une peur bleue” / “ter um pavor azul” em razão do aspecto azulado dos cadáveres."

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